Alunos da Joaquim de Barros regressam à prática desportiva

Alunos da Joaquim de Barros regressam à prática desportiva

22 jan 2014
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Os alunos da Escola Básica 2,3 Dr. Joaquim de Barros, em Paço de Arcos, voltaram a poder fazer as suas aulas de ginástica em condições normais, depois de concluídos os trabalhos de recuperação da cobertura metálica dos dois pavilhões desportivos e de reparação do piso sintético de um dos campos da escola. A obra foi promovida pelo Município, que prevê ainda avançar com a recuperação dos balneários, do ginásio, ajardinamento e tratamento dos espaços exteriores.

Há vários anos que o avançado estado de degradação do espaço desportivo – pavilhões, ginásio, vestiários e balneários – da Escola Básica 2,3 Dr. Joaquim de Barros inviabilizava a normal prática desportiva em contexto escolar.

O equipamento fora já alvo de um procedimento visando a recuperação, malogrado por incumprimento dos compromissos contratuais assumidos pelo adjudicatário, facto que levou à denúncia de contrato por parte da Câmara Municipal.

A premente necessidade de recuperação e reabilitação daquela infraestrutura desportiva – imprescindível ao bom funcionamento do estabelecimento de ensino em que se insere e à promoção da atividade física dos alunos e da comunidade em geral – suscitou esforços no sentido de se obter a confirmação do compromisso de financiamento da obra por parte da Direção Regional de Educação de Lisboa – DREL. Não obstante o acordo de colaboração celebrado com a DREL, uma vez que caberia à Administração Central a responsabilidade do financiamento na totalidade da despesa em causa e por forma a dar cumprimento à solicitação do Tribunal de Contas, no âmbito do processo de concessão de visto ao contrato, não foi obtida qualquer resposta por parte daquela Direção Regional, facto que deu origem à resolução do contrato da empreitada, com anulação da realização da obra.

Perante isto, foi autorizada a abertura de procedimento por ajuste direto para a realização dos trabalhos de recuperação da cobertura metálica dos dois pavilhões e reparação do piso sintético de um dos campos, de modo a permitir a utilização por parte dos alunos. Adjudicada à empresa XIX – Construção Projetos e Gestão, Lda., a obra, promovida pelo Município, representou um investimento de cerca de 140 mil euros e ficou concluída no final do ano passado.

Os trabalhos realizados permitiram a cobertura dos pavilhões com material isolante (sobre as chapas metálicas existentes, por onde a água da chuva entrava) e fecho por meio de uma membrana em PVC fixada mecanicamente, melhorando-se as condições térmicas. O pavimento sintético, mantido na área de atividade desportiva, foi reparado com material igual ao existente e repostas as pinturas de marcação.

A primeira fase dos trabalhos ficou assim concluída, estando previstas nova intervenções, quer no exterior quer no interior do edificado. Por forma a ser possível a utilização dos balneários e rentabilização de todas as potencialidades do equipamento, deverá ser dada continuidade à reabilitação mediante a reparação das coberturas dos balneários e ginásio, impermeabilização, tratamento de fissuras, execução de rebocos e pintura, trabalhos com um custo estimado na ordem dos 130 mil euros.

Tratado o exterior do edifício, prevê-se a recuperação dos balneários: estabilização da estrutura, reparação de pavimentos, tetos, e paredes interiores, caixilharia e serralharia, loiças e equipamento sanitário, bem como de todas as infraestruturas de águas, esgotos, energia e sistema de aquecimento dos banhos,num investimento que rondará os 450 mil euros.

Numa fase final, está prevista uma intervenção incidente nas áreas envolventes ao pavilhão desportivo, abrangendo as zonas adjacentes aos arruamentos confinantes e também as áreas dentro do recinto escolar que, por ocasião das obras decorrentes da construção do pavilhão, ficaram degradadas e sem uso definido, no valor de 100 mil euros.

O projeto contempla a criação de um espaço ajardinado e de estadia, separado em duas zonas, adjacentes à Avenida Elvira Velez e à Rua José de Castro e, dentro do perímetro da escola, de duas zonas amplas, pavimentadas, com bancos, árvores em caldeira e, numa delas, uma escadaria/anfiteatro para sentar. Como zona verde mantém-se a já existente adjacente à Avenida Elvira Velez, estando prevista desmatação, regularização e limpeza do solo.