Passeio Marítimo – Troço Forte de S.Bruno/Cruz-Quebrada

Passeio Marítimo – Troço Forte de S.Bruno/Cruz-Quebrada

22 jun 2017
  • obras municipais
  • Mobilidade
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A requalificação da Orla Litoral do Concelho de Oeiras deve ser entendida como um todo.

Sendo certo que não é possível requalificá-la de uma só vez em toda a sua extensão, os projetos têm vindo a desenvolver-se em vários níveis de operacionalidade de intervenção de modo a que, de acordo com oportunidades diversas ou investimentos possíveis de canalizar, rapidamente se possam pôr em execução.Assim, numa tentativa de devolver o rio à população têm-se desenvolvido, por fases, projetos de intervenção urbanística enquadrados em princípios de sustentabilidade, respeitando o ambiente e as especificidades do local onde se inserem. Deste modo, pretende-se revalorizar, gradualmente, a relação de Oeiras com o Rio, recuperando o ambiente e a paisagem, reconvertendo os usos da área litoral, assegurando a integração deste espaço no tecido da 'cidade', ligando-o à água através de percursos pedonais.

O sucesso das fases anteriormente construídas, levou a que se estudasse um traçado com ciclovia. Assim, o objetivo principal desta intervenção, da autoria do gabinete empresa WW – Consultores de Hidráulica Marítima S.A., foi a construção de um passeio pedonal e clicável entre o Forte de S. Bruno e a passagem inferior da Cruz-Quebrada, que ao longo de aproximadamente 1990m de extensão permitisse, com qualidade, a continuidade da fruição da frente marginal por parte da população.

Complementarmente foi prevista a instalação, ao longo de toda a extensão do passeio marítimo, de equipamentos urbanos, de infraestruturas técnicas.

Esta intervenção contemplou ainda a preservação de alguns vestígios encontrados do “Forte de Nossa Senhora do Vale” também conhecido como “Forte de Caxias”, que embora muito incompletos e quase totalmente destruídos – pela construção da Marginal e depois até ao presente pela agitação marítima – constituem vestígios de um passado que vem até à atualidade, mantendo-se assim esses elementos na denominada Plataforma Panorâmica.

Com um perfil de aproximadamente 7,5m (2,5m ciclovia e 5m pedonal), as intervenções realizadas, não introduziram alterações no regime morfodinâmico existente, dado que as obras mantiveram a defesa frontal em talude de enrocamento que existia e preservaram os alinhamentos da frente marginal.

Atualmente construída uma extensão de cerca de 6 Km, o objetivo final, a médio/longo prazo, visa ligar as duas extremidades do município através do Passeio Marítimo de Oeiras num comprimento total de aproximadamente 20 Km.

A procura regular desta infraestrutura (Passeio Marítimo) por centenas de milhares de pessoas atesta a sua utilidade e constitui uma importante valorização não apenas para o concelho de Oeiras mas para a Área Metropolitana de Lisboa.

CUSTO DE OBRA: 2.653.474,81€ (valor c/ IVA)

PRAZO TOTAL DE OBRA: 360d + 50d (suspensões)