Projeto de Loteamento do Bairro de Leceia

Projeto de Loteamento do Bairro de Leceia

16 set 2016
  • obras municipais

O Projeto de Loteamento do Bairro de Leceia (2.ª fase) integra parte da área abrangida pelo Plano de Ordenamento e Reconversão de Leceia-Sul, aprovado sob a forma de Regulamento Municipal. A zona abrangida por esta segunda fase, objeto de um projeto de loteamento de iniciativa municipal, está classificada no plano como ‘Zona Urbana a Reconverter’ e ‘Espaço Natural e de Proteção’. Com uma área de cerca de 3,92 hectares e uma população de cerca de 55 pessoas, é delimitada a norte pelo Largo do Rossio, a sul por terrenos privados, a este pelas ruas das Flores e das Grutas, e a oeste pela Ribeira de Leceia. O projeto tem como principal objectivo a requalificação do edificado, nomeadamente a reabilitação de dois quarteirões, habitações existentes, demolição de uma construção que não apresenta condições de habitabilidade e alguns anexos.Propõe-se, neste sentido, a construção de novas habitações, bem como a edificação de um pré-fabricado desmontável, numa zona de apoio a uma actividade de agricultura e jardinagem. A rede viária existente desenvolve-se a sul do eixo viário Barcarena-Porto Salvo, resultando de um crescimento não planeado do aglomerado, com percursos não hierarquizados. O projecto de loteamento em causa integra um troço da via periférica, na continuidade do troço já projectado na primeira fase, agora só com um só sentido de circulação automóvel. As vias multi-funcionais propostas coincidem com as actuais ruas das Flores e Norton de Matos e com o caminho designado por Rua 1.º de Dezembro.Estes arruamentos terão um pavimento diferenciado, privilegiando a circulação pedonal. Espaços verdes A zona abrangida pelo projecto de loteamento é delimitada a poente por uma zona classificada como ‘Espaço Natural e de Protecção’, espaço em que é privilegiada a defesa dos recursos naturais e a salvaguarda dos valores paisagísticos e urbanísticos, visando a contenção da estrutura urbana. Não comporta, deste modo, edificação. Pretende-se que este se desenvolva como um espaço de produção agrícola e de biomassa, ordenado, uma vez que actualmente tem o mesmo tipo de uso do solo, mas de forma informal e desorganizada.