
Rita Fior, investigadora da Fundação Champalimaud, apresentou, no dia 4 de fevereiro, na sede da Sociedade de Advogados Vieira de Almeida, o seu projeto de investigação premiado com a Bolsa de 100.000 euros 'Investigação em Oncologia na Era da Inteligência Artificial', totalmente financiada pelo Município de Oeiras.
Intitulada ‘Análise de Alto Desempenho Potenciada por IA de Xenotransplantes de Zebrafish Derivados de Pacientes para Tratamento Personalizado do Cancro’, a investigação propõe o desenvolvimento de um sistema automático, baseado em inteligência artificial, e que recorre a avatares de peixe-zebra para apoiar os médicos oncologistas na escolha da terapia mais adequada e com maior probabilidade de sucesso para cada doente.
A apresentação decorreu no âmbito das XI Jornadas de Investigação em Oncologia, onde foram anunciados os vencedores das Bolsas de Investigação da LPCC – Núcleo Regional do Sul 2026, atribuídas em parceria com várias entidades, e que distinguiram projetos de instituições parceiras do Município de Oeiras. Entre os cientistas premiados encontram-se Bruna Costa, da Fundação Champalimaud. António Jacinto do NOVA Institute for Medical Systems Biology (NIMSB), Maria de Fátima Baptista e Sandro Ramos Freitas da Faculdade de Motricidade Humana, bem como Sandra Casimiro, João Barata e Nuno Morais, do Gulbenkian Institute of Molecular Medicine (GIMM).
A Bolsa 'Investigação em Oncologia na Era da Inteligência Artificial' resulta de uma parceria entre a Liga Portuguesa Contra o Cancro - Núcleo Regional do Sul e o Município de Oeiras e tem como objetivo estimular o desenvolvimento de soluções inovadoras baseadas em Inteligência Artificial, aplicadas ao rastreio, diagnóstico precoce, tratamento personalizado e inovação nos cuidados oncológicos.
O prémio integra a estratégia municipal de investimento em investigação clínica e tecnológica para encontrar soluções capazes de melhorar a qualidade de vida da população.