
Devido à previsão de temperaturas muito baixas, especialmente à noite, é fundamental adotar medidas para nos proteger, com especial atenção aos grupos mais vulneráveis. O frio intenso aumenta o risco de infeções respiratórias, pelo que reforçamos os cuidados preventivos para proteger a saúde.
A Equipa Local de Resposta Sazonal da ULSLO partilha as orientações do Delegado de Saúde Regional de Lisboa e Vale do Tejo, em colaboração com a Delegação de Saúde da DGS.
✔ Medidas de Higiene e Prevenção de Infeções
- Vacinação de reforço contra a gripe sazonal e Covid-19 (para os elegíveis);
- Lavar ou desinfetar frequentemente as mãos;
- Cumprir a etiqueta respiratória (cobrir boca e nariz ao tossir/espirrar);
- Utilizar equipamento de proteção individual (EPI), como máscara, especialmente se doente ou em risco de exposição;
- Em caso de febre ou sintomas respiratórios, contactar a linha SNS24 ou o médico assistente;
- Arejar os espaços;
- Limpar e desinfetar superfícies e equipamentos.
▶ Grupos mais vulneráveis
- Crianças nos primeiros anos de vida;
- Pessoas com 65 ou mais anos ou com mobilidade reduzida;
- Portadores de doenças crónicas;8
- Pessoas expostas ao frio por atividades exteriores
- Pessoas que desenvolvem atividades física no exterior (desporto);
- Pessoas que consomem álcool em excesso ou drogas ilícitas;
- Pessoas isoladas ou em carência social/económica.
✔ Recomendações gerais
- Vestir várias camadas de roupa, adequadas à temperatura;
- Proteger extremidades: luvas, gorro, cachecol, meias e calçado quente e antiderrapante;
- Hidratar-se com sopas e bebidas quentes;
- Evitar o consumo de álcool.
✔ Cuidados específicos
▶ Idosos e pessoas com mobilidade reduzida:
(Produzem menos calor corporal e têm menor capacidade de termorregulação)
- Seguir as recomendações gerais e, se necessário, aconselhar-se com o médico assistente;
- Acompanhar e apoiar pessoas idosas ou com mobilidade reduzida para que sejam seguidas as medidas adequadas, nomeadamente: alimentação, vestuário, cuidados com os equipamentos de aquecimento e precauções ao sair de casa;
- Manter um acompanhamento de proximidade de pessoas idosas sós/isoladas ou com mobilidade reduzida, por parte de familiares, amigos e vizinhos devendo, sempre que possível, fazer um telefonema ou contactar pessoalmente.
▶ Portadores de doenças crónicas:
As pessoas com doença crónica são mais vulneráveis aos efeitos do frio, pelo que é necessário ter cuidados especiais. É o caso das pessoas com diabetes, doença cardíaca, vascular, reumática, mental, insuficiência respiratória (incluindo asma e doença pulmonar crónica obstrutiva) e ainda pessoas que tomam medicamentos psicotrópicos ou anti-inflamatórios.
- Seguir recomendações gerais e, se necessário, aconselhar-se com o médico assistente;
- Reduzir atividades físicas no exterior se houver sintomas;
- Ter sempre os medicamentos necessários à mão.
◽ Doença cardíaca:
- O frio pode causar crises de angina de peito, pelo que a medicação para o tratamento destas situações deve estar sempre acessível.
◽ Doenças respiratórias:
- O frio pode provocar crises de asma e facilitar infeções respiratórias.
◽ Diabetes:
Os problemas de má circulação são frequentes nas pessoas com diabetes, o que as torna mais vulneráveis ao frio.
- Atenção especial a pés e membros inferiores, usando meias e calçado quentes;
- Ingerir calorias suficientes para manter a temperatura corporal, de modo a evitar hipoglicémias (baixas de açúcar no sangue) que têm sintomas muito semelhantes à hipotermia (baixa da temperatura corporal): Sensação de tontura, letargia e tremores. A hipotermia surge com mais facilidade nas pessoas com hipoglicémia;
- Manter hidratação com ingestão de líquidos;
- Medicação acessível (Insulina deve ser armazenada entre 2-8 °C (perde grande parte da sua eficácia fora desta temperatura);
- Pele deve ser hidratada: Para evitar pele seca, durante o banho ou lavagem das mãos, deve ser utilizada água pouco quente e, no final, aplicar creme hidratante para evitar pele seca.
Esta recomendações são baseadas nas orientações da DGS (www.dgs.pt) e complementadas com informação do IPMA (www.ipma.pt) e da Proteção Civil (www.prociv.pt).