Recomendações de Proteção contra o frio intenso

É fundamental adotar medidas para nos proteger, com especial atenção aos grupos mais vulneráveis.

23 jan 2026
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  • Saúde

Devido à previsão de temperaturas muito baixas, especialmente à noite, é fundamental adotar medidas para nos proteger, com especial atenção aos grupos mais vulneráveis. O frio intenso aumenta o risco de infeções respiratórias, pelo que reforçamos os cuidados preventivos para proteger a saúde.

A Equipa Local de Resposta Sazonal da ULSLO partilha as orientações do Delegado de Saúde Regional de Lisboa e Vale do Tejo, em colaboração com a Delegação de Saúde da DGS.

 

Medidas de Higiene e Prevenção de Infeções

  • Vacinação de reforço contra a gripe sazonal e Covid-19 (para os elegíveis);
  • Lavar ou desinfetar frequentemente as mãos;
  • Cumprir a etiqueta respiratória (cobrir boca e nariz ao tossir/espirrar);
  • Utilizar equipamento de proteção individual (EPI), como máscara, especialmente se doente ou em risco de exposição;
  • Em caso de febre ou sintomas respiratórios, contactar a linha SNS24 ou o médico assistente;
  • Arejar os espaços;
  • Limpar e desinfetar superfícies e equipamentos.

 

 ▶ Grupos mais vulneráveis

  • Crianças nos primeiros anos de vida;
  • Pessoas com 65 ou mais anos ou com mobilidade reduzida;
  • Portadores de doenças crónicas;8
  • Pessoas expostas ao frio por atividades exteriores
  • Pessoas que desenvolvem atividades física no exterior (desporto);
  • Pessoas que consomem álcool em excesso ou drogas ilícitas;
  • Pessoas isoladas ou em carência social/económica.
     


Recomendações gerais

  • Vestir várias camadas de roupa, adequadas à temperatura;
  • Proteger extremidades: luvas, gorro, cachecol, meias e calçado quente e antiderrapante;
  • Hidratar-se com sopas e bebidas quentes;
  • Evitar o consumo de álcool.



✔ Cuidados específicos

▶ Idosos e pessoas com mobilidade reduzida:
(Produzem menos calor corporal e têm menor capacidade de termorregulação)

  • Seguir as recomendações gerais e, se necessário, aconselhar-se com o médico assistente;
  • Acompanhar e apoiar pessoas idosas ou com mobilidade reduzida para que sejam seguidas as medidas adequadas, nomeadamente: alimentação, vestuário, cuidados com os equipamentos de aquecimento e precauções ao sair de casa;
  • Manter um acompanhamento de proximidade de pessoas idosas sós/isoladas ou com mobilidade reduzida, por parte de familiares, amigos e vizinhos devendo, sempre que possível, fazer um telefonema ou contactar pessoalmente.


▶ Portadores de doenças crónicas:

As pessoas com doença crónica são mais vulneráveis aos efeitos do frio, pelo que é necessário ter cuidados especiais. É o caso das pessoas com diabetes, doença cardíaca, vascular, reumática, mental, insuficiência respiratória (incluindo asma e doença pulmonar crónica obstrutiva) e ainda pessoas que tomam medicamentos psicotrópicos ou anti-inflamatórios.

  • Seguir recomendações gerais e, se necessário, aconselhar-se com o médico assistente;
  • Reduzir atividades físicas no exterior se houver sintomas;
  • Ter sempre os medicamentos necessários à mão.


◽ Doença cardíaca:

  • O frio pode causar crises de angina de peito, pelo que a medicação para o tratamento destas situações deve estar sempre acessível.
     

◽ Doenças respiratórias:

  • O frio pode provocar crises de asma e facilitar infeções respiratórias.
     

◽ Diabetes:

Os problemas de má circulação são frequentes nas pessoas com diabetes, o que as torna mais vulneráveis ao frio.

  • Atenção especial a pés e membros inferiores, usando meias e calçado quentes;
  • Ingerir calorias suficientes para manter a temperatura corporal, de modo a evitar hipoglicémias (baixas de açúcar no sangue) que têm sintomas muito semelhantes à hipotermia (baixa da temperatura corporal):  Sensação de tontura, letargia e tremores. A hipotermia surge com mais facilidade nas pessoas com hipoglicémia;
  • Manter hidratação com ingestão de líquidos;
  • Medicação acessível (Insulina deve ser armazenada entre 2-8 °C (perde grande parte da sua eficácia fora desta temperatura);
  • Pele deve ser hidratada: Para evitar pele seca, durante o banho ou lavagem das mãos, deve ser utilizada água pouco quente e, no final, aplicar creme hidratante para evitar pele seca.


 Esta recomendações são baseadas nas orientações da DGS (www.dgs.pt) e complementadas com informação do IPMA (www.ipma.pt) e da Proteção Civil (www.prociv.pt).